Reuters
Por sua vez, Obama afirmou que a suspensão das restrições a viagens e remessas a Cuba por parte dos EUA representa "uma demonstração de boa vontade" à qual espera que o governo cubano responda. Ele reconheceu que a mudança em Cuba não ocorrerá de repente e disse que "uma relação congelada durante 50 anos não derrete da noite para o dia."
Segundo Obama, agora cabe a Cuba dar o próximo passo e disse que "há uma série de medidas que o país pode tomar para avançar além das pautas dos últimos 50 anos", como a liberação de viagens para os cidadãos cubanos. Para o presidente americano, a liberação não será medida apenas pela melhora nas relações entre Cuba e EUA, mas também na medida em que o governo da ilha incentivar "a iniciativa, o potencial" dos cidadãos cubanos.
Obama também pediu a Havana para que respeite os direitos de seus cidadãos e permita a liberdade de culto, de expressão, de imprensa e de movimento. O chefe de Estado acrescentou que seu governo procura uma relação com a ilha "baseada no respeito mútuo pelas tradições de cada um, no respeito aos direitos humanos e nas necessidades do povo cubano."
O líder americano afirmou que os EUA "querem estar abertos à aproximação e o farão de maneira sistemática" caso Cuba responda. "Sou otimista quanto à obtenção de progressos", falou o presidente americano. Na segunda-feira, Obama ordenou a suspensão das limitações de viagens e envios de remessas e pacotes humanitários dos cubano-americanos para a ilha. Além disso, também ordenou uma série de medidas para facilitar as comunicações com Cuba.
Em resposta a essas medidas, o ex-presidente cubano Fidel Castro assegurou que "Cuba resistiu e resistirá" e que "jamais estenderá suas mãos pedindo esmola". A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse nesta quinta no Haiti que a democratização de Cuba é condição necessária para a suspensão do embargo contra a ilha, o que envolve a libertação de presos políticos.
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f-Estadão











